quarta-feira, 27 de março de 2013

Súplica da Solidão


As lagrimas que por um rosto escorrem
Ora por felicidade, ora por tristezas
Em propriedades significativamente diferentes,
Transbordam-nos em opostas polaridades
Em riachos intermináveis de alegria e solidão.
Perdido ao descobrir nas profundezas das trevas,
No lado mais escuro do abisso,
Em uma pequena fresta
a Ilusória felicidade;
Suplico uma lagrimas de solidão
Nostálgica, porem simples e direta
Sem devaneios e complicações
Simplesmente o sentir-se sozinho, sem motivo;
Sem vazio, sem decepção,
Uma solidão que somente quem sente
Sabe o que é se completar exclusivamente
de si próprio; não feliz e nem triste...
o meio termo das duas partes que se contradizem
e ironicamente constrói o perfeito equilíbrio

(Jean Carvalho)

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Time...

E pra encerrar o mês o vídeo de Time do Pink Floyd no show pulse com David Gilmour e a tradução da letra.


Time (Tempo)


"Indo embora os momentos que formam um dia monótonos
Você desperdiça e perde as horas de uma maneira descontrolada
Perambulando num pedaço de terra na sua cidade natal
Esperando alguém ou algo que venha mostrar-lhe o caminho

Cansado de deitar-se na luz do sol, ficar em casa observando a chuva
Você é jovem e a vida é longa e há tempo para matar hoje
E depois, um dia você descobrirá que dez anos ficaram para trás
Ninguém te disse quando correr, você perdeu o tiro de partida

E você corre e corre para alcançar o sol mas ele está se pondo
E girando ao redor da Terra para nascer atrás de você outra vez
O sol é o mesmo de uma forma relativa, mas você está mais velho
Com pouco fôlego e um dia mais próximo da morte

Cada ano está ficando mais curto, você parece nunca ter tempo.
Planos que não dão em nada ou em meia página de linhas rabiscadas
Aguentando em desespero quieto é o jeito inglês
O tempo se foi, a canção terminou, pensei que tivesse algo mais a dizer

Em casa, em casa novamente,
Eu gosto de estar aqui quando posso
Quando eu chego em casa com frio e cansado,
É bom esquentar meus ossos ao lado do fogo
Muito longe, atravessando o campo
O badalar do sino de ferro
Convoca os fiéis a se ajoelharem
Para ouvir feitiços ditos em voz suave."


(Mason, Waters, Wright, Gilmour)

Nunca Sozinho...



Sentir-se sozinho,
faz o coração da gente
grande e querer carinho
Sentir-se sozinho,
faz a gente agir de mansinho,
Talvez ate amar o mundo
Inteirinho.
Torna-te humano
ao sentir-se sozinho,
Procura atenção
em cada cantinho,
sinto-me sozinho
e não me sinto vazio,
Pois vejo na vida
diversos caminhos,
Ando por eles
sempre sozinho,
encontro pessoas
a cada passinho.
Sigo sozinho
bem devagarzinho
ate o final
sempre sozinho...
E bem quietinho
esquento o coração com ternura e carinho,
fico mansinho e amo o mundo inteirinho,
tenho atenção e meu cantinho,
Nunca vazio
Nunca sozinho
pois vejo na vida
diversos caminhos
que preenchem minha solidão...

(Jean Carvalho)

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Abisso



Se as vezes compreendo
que um simples pensamento
torna minhas atitudes
em ações atenuáveis
e um súbito momento de insensatez
me transforma em um ser irracional,
irredutíveis...
Conheço-me perante minha ignorância
Provindo do ambíguo caráter humano
e sinto o abisso de minha alma
Turvar...
Sei do que capaz sou
com minhas próprias pernas ei de caminhar
No entanto para onde deveria deixar
a vida me levar?
Se a imensidão do mundo
é resumida em tecnologia
e tecnologia resumida em matéria prima
quando a matéria acabar
vou ter o que com a tecnologia explorar?

(Jean Carvalho)

Se...

Alguns dias eu tenho acordado e me perguntado:
          "Quem sou eu? O que tenho feito? O que pensam de mim?"
Até então me lembrar de um texto que meu pai sempre me falava, e agora eu penso:
          "Esquentar a cabeça pra que?"
Estou postando o texto, espero que tenha serventia para alguém, assim como teve pra mim!






Se...

"Se és capaz de manter tua calma, quando,
todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.
De crer em ti quando estão todos duvidando,
e para esses no entanto achar uma desculpa.

Se és capaz de esperar sem te desesperares,
ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
e não parecer bom demais, nem pretensioso.

Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires,
de sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires,
tratar da mesma forma a esses dois impostores.

Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas,
em armadilhas as verdades que disseste
E as coisas, por que deste a vida estraçalhadas,
e refazê-las com o bem pouco que te reste.

Se és capaz de arriscar numa única parada,
tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
resignado, tornar ao ponto de partida.

De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
a dar seja o que for que neles ainda existe.
E a persistir assim quando, exausto, contudo,
resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,
e, entre Reis, não perder a naturalidade.
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
se a todos podes ser de alguma utilidade.

Se és capaz de dar, segundo por segundo,
ao minuto fatal todo valor e brilho.
Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo,
e - o que ainda é muito mais - és um Homem, meu filho!"

(Rudyard Kipling)

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Palavras que vão...



As palavras são como o vento
Surgem de algum lugar
E se vão
No entanto, depois de sair pelos quatro cantos
Já não mais me pertence
Como se de mim não houvessem saído
Iniciam uma jornada eterna
Tocam os sentimentos de cada um
Em forma única,
absorvem sentido e explicações diversas,
Transformam-se em uma línguagem universal,
viram melodia ao ouvido do poeta apaixonado
Ganham uma pitada de amor e ódio
fogem da lógica de sua origem.
Como o frio e o calor contraditórios que se intercalam
em massas climáticas,
causando tempestades
em forma de confusões
individuais e pessoais,
As palavras vão
Deixando marcas profundas nos pensamentos,
Fazendo-se em forma na qual
jamais serão esquecidas...

(Jean Carvalho)

Gota de Tristezas



Às vezes tenho a certeza da incerteza
Que assola meu coração
E transcende de dentro pra fora,
Tristeza profunda
Do âmago sombrio da alma
Fazendo do desejo insensata ilusão.
Sem respostas
E as duvidas surgindo do súbito inconsciente
Transformo-me no que sou
Nem mais nem menos
Simples recipiente
Que se enche de sentimentos e transborda
Fazendo as tristezas desvairem em uma dança interminável
Por fim me descubro em uma gota singela
escorro por vãos desnivelados
e evaporando
vou deixando de lado
os tempos passados...


(Jean Carvalho)